sábado, setembro 24, 2011


PARA SEMPRE EFÊMERO

  Segunda exposição virtual de Bubi Alles (a primeira foi "Joões em Pessoa: anôminos do mercado central de João Pessoa"/2007 aqui no  ALLEZOOM). Como morador praiano, a areia se tornou matéria recorrente. Sobre este chassi brinca com algumas  ideias quase "eternas" em algumas fotos. Denuncia    a poluição da orla   em outras. Também  produz cartoon de fundo filosófico:quantos guarda-chuvas estão chovendo em nosso desértico cotidiano?  PARA SEMPRE EFÊMERO  é antes reflexão   humorada  via fotografia.Da nossa efêmera existência. 
(Marques de Sapocaiu)

escritura da miragem

E o tempo e o nada e farelos feito lembranças descascadas como tinta em  barcos na praia onde dunas eternamente ventos assobiam o uivo infinito de dores que o tempo não tira.  Algo sombra, coisa encardida. Como um embrulho de jornal que perdeu seu sentido e a gente carrega, carrega como lágrimas calcinadas em uma saudade que já não é. Feito um sísifos manchado por estranha esperança. Tudo tão dor sem lastro, sem mais por que. E, talvez, um estilete com corte preciso para sangrar. Criar dor para curar a dor .Como se a insanidade fosse  elixir. Era preferível. A loucura a dor. O desvario todo, o delírio incontido que pudesse abafar feridas e nem ser cicatrizes. Sangrar até enlouquecer para velar a memória. Para esquecer. Para descansar da existência como uma morte...
...E o barco e o mar e os fragmentos de brilhos, lembranças de luz, de sombras, de idéias vagas como as ondas, como a fala da brisa desenhando o mar. Brisa do ser desvelando o mar: História de cada um! Como o barco que vaga como a vida e seus silêncios, como a consciência no mundo que vaga como tudo, entre dores, entre lágrimas e perplexidade. E o riso, areia fina desta ironia: o non sense como brincadeira do existir... e tudo que desbota para aflorar o nada! Calmamente!

Sangue e areia


sexta-feira, setembro 16, 2011

A rede (net) como alegoria do mito da caverna

Onde vejo  rede em telas  e sombras  projetadas, projeto  a idéia da rede tal Net.  E a net-rede,  já’ imagem  que projeta sombras, tal o mito da caverna. Com isto não se quer apontar  a Net como produção de “inverdades”:  Topografia (as)sombrosa  Mas  antes, produzir uma imagem sobre uma imagem: a metáfora como meio – veículo -  de um conceito. 
                                  Na areia efêmera enxergo o simulacro. 

ARTISTOTELICAMENTE: O MOTOR IMÓVEL !!!

"Entre o real e a imagem sempre se interpõe uma série infinita de outras imagens, invisíveis mas  operentes, que se constituem em ordem visual...". (Rouillé)

IDEIA FIXA


 A fotografia é uma ideia fixa(da)?
"A fotografIa, mesmo a documental, não representa automaticamente o real  ( ...) o dogma de "ser rastro"..... mascara o que a fotografia faz ser com seus próprios meios: construída do começo ao fim, ela produz   os mundos. Enquanto o rastro vai da coisa ( preexistente) à imagem, o importante é explorar como a imagem produz o real.."(ROUILLÉ)    

                                                                                

ESTE MAR ERA MEU!

A vaga é onda, onde vaga a vaga,assombro! 
ideia miragem: quisera não ser fato
mas  o mar é deserto..!
-0-
"Mesmo quando está em contato com as coisas o fotógrafo não está mais
próximo do real do que o pintor diante da tela" (Roullié)






DIALÉTICA DA IRONIA!!


PLASTI-CIDADE


OIANDO BEM, NÃO É LUA NÃO


PARA SEMPRE O EFEMERO


sIGNo e sIgiFicante: Q péna!



DA MÃO, A OBRA!!


A ILUSÃO É UMA ARAPUCA


ALLES BLAU AO QUADRADO


"NO ABAÉTE TEM UMA LAGOA ESCURA ARRODIADA DE AREIA BRANCA.. Ô DIAREIA BRANCA.... ITS A LONG WAY"
 Caetano

FIM

quarta-feira, maio 25, 2011

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

"O dia q o voto for facultativo os políticos, enfim, começarão a suar...
nem q for de medo!"

Marques do Herval

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

ah sim

A matéria prima de político é a manutenção do problema, resolver é descapitalizar. Complicar é fundamental. Na verdade estes agem de modo a produzir ágio.Se quiser, bônus! Q também atende com o nome de vantagem.O que fazem muito bem! Com a desgraça alheia. Aqui ou acolá. Bom é ter problemão! Decorrentes do clima é feito maná! Fatura-se alto. Para não ter solução. O mais legal disto é juntar o imponderável da natureza com uma pitada de discurso ecológico. É uma receita e tanto! Seja seca ou chuva a liquidez é certa! Decorre disto que, em política, a reta razão** não existe e é aí q a filosofia morde o rabo ou torce, não necessariamente para o melhor dos lados. Se é que isto existe. No mundo dos discursos o pântano é a grande linha! Mágica! Ali posições desaparecem com facilidade. Melhor : não deixam rastros! E a obviedade do simples fazer – leia-se melhorar - é para amador. Há os que resistem, incluso em nome da ética ou de coerência ideológica.

Mas o lobby é arrogante e poderoso. No teatro (e esta é a palavra certa) mundial, os problemas são alimentados de forma milimétrica: cada vez q a “Correia” do norte dá um tiro, gargalhadas nem tão abafadas ecoam em Washtinjones: as vendas de armas se multiplicam. Vide o método para o Oriente médio: Israel é o maior comprador de armas dos EE UU... é uma fábula! De bilhões! E a galinha segue em frente colocando seus ovos a custa de uma ração muito especial: nós! E o mais instigante: com o vosso*** endosso:

Também conhecido como voto.

** bem claro: a política é irracional , ou melhor, é a arte dos seres racionais serem irracionais!

****Parei de votar em 1985 e só volto as urnas qd o voto for facultativo e bem registrado .

Como diz meu amigo Germano: VOTO? Não obrigado!!! Q diferença faz uma vírgula.

terça-feira, novembro 09, 2010

A ÉTICA DO MARAVILHOSO

A VIDA COMO ATO EXTASIANTE


Existem somente dois problemas fundamentais: as relações de capital e trabalho(1) e a dimensão da finitude, as quais se imbricam na questão maior da existência: a liberdade! Ambas são determinantes em nossos atos. Decidir é o q podemos em termos de liberdade. Ser ético vai por ai. Se decidir por uma existencialidade para além, duplo senso, da objetificação: não tem preço! Literalmente!

Do que falo é do maravilhamento. Falo do êxtase e da caris(2). Não tem caminho, receita ou ritual, mas tem o tempo-ócio(3) (scolé): é preciso ter. E deixar as tramas da dita objetividade de lado. Ali onde a razão perdeu as botas começa o encantamento..Pouco importa se a via é lúdica ou sôfrega : não tem moral la’ onde brotamos. Nem como/onde nos extasiamos.

Remar sem remo pode assustar os que estão aconchegados no paredão da lógica. Ou a certas estruturas que tendem a um discernimento pomposamente “clarificante”. Ter o non sense como “sentido” é irônico: faz parte do brincar.

Não falo de luzes, nem de trevas. Binômio histórico de cansado agonismo .

Tanto se pagou por esta luta vã de duvidosos “resultados”. (Se desta não escapamos ,digo, da tensão dual agonística, que se aplique outro chassi). Para mim é mera “formalidade” (formatação) que reduz a existência a uma pobreza bidimesional. Nem tudo é culpa de Parmênides.

Fluímos e conhecer o q disto decorre é perceber o que há de mais intrinsecamente humano. (Deveria perder um tempo para falar que a fluidez é pharmakon(4): A dose é tudo. Mas antes , no campo mais ralo da psicologia, fluir é terapêutic ameniza. O que ? o desconforto de um exato vazio. É bom não confundir a insaciabilidade –mestra condutora- com este exato vazio! O vazio é isolante ,em geral, produto de desconexão(5)).

Fluir é topografia, grosso modo, da não racionalidade. É desta fluidez , deste (sic!) nosso “brotamento” é que podemos nos extasiar. Pouco importa (o modo) se pueril, profano, “superior” ou sacro: O escambau! Hierarquia e valores cessam.

Isolado em torres de marfim o êxtase foi ”confinado” à alguns: santos, poetas, místicos pagãos, apaixonados etc. e tolerado dentro destes limites.Fora dos quais rechaçado como demens(6).

Buscar/trazer para cotidiano é antes uma forma de atacar o binômio insatisfação/consumo: a jóia da coroa do capital. No mínimo uma forma raquítica de subversão. Ou um desalinhamento para com o que está posto .Pouco importa: não falo de vantagens.Nem de táticas. É ter no admiratio, incluso, das instâncias comezinhas(7)- tão próprias do dia-a-dia - a potência de êxtase. Mas mais: o êxtase - camufla nossa finitude nos dando a miragem do eterno. E no eterno cronos inexiste. Ironia das ironias: é na mais tacanha (ou massacrante) mensuração de tempo - o cotidiano - (e, portanto, no maior “ordenador/limitador” da nossa liberdade) que podemos - temos potência para - encontrar nossa maior liberdade e decidir viver extasiaticamente!! Ou quase...

1 Seria tedioso descrever o aparato legal/estatal q vige em função desta relação.

2 Encanto.

3 O tempo pre’ pago é condição sine qua non do ócio: o marxismo resolve.!!

4Vários são os modos: os de si para si ,de si para o meio, de si para atividade , de si para com o outro.. etc etc

5 É preciso pesquisar: demens é tido como “fraqueza/queda“ racional sempre no aspecto negativado.

6 Esta palavra carrega ,também, o sentido de ad-mirar: mudar o olhar.

domingo, setembro 05, 2010

COMBATEREMOS A SOMBRA



Nunca fui simpático a idéia das dialéticas tríades, aquelas que se atribuem síntese. O rolo compressor da história, a lógica da transformação, para os seus adeptos, se daria por este caminho. As dialéticas desta espécie operam com o fator de “correção” e anulam as diferenças. Favorecendo, deste modo, o simulacro de/da identidade. A dialética tríade aliada a sociologia positivista produziu, em nome da “eficiência” revolucionária, os grandes horrores da razão. Seja qual for o viés ideológico. Ou Alguém acha que Hitler não se achava um totem vanguardista da deutch revolution e seu totalitarismo de olhos azuis?
Por “outro lado” NADA me diz que a categoria da mais valia tenha virado varelo histórico. A mais valia é o “instrumental” de submissão. Quem está submetido a algo, está alienado a este algo! E quem está alienado a este algo não decide, logo, não é livre! Decisão é liberdade. Ou como dizia Epicteto, sem trocadilho, gerar o pré juízo: a proháiresis. Decidir ,pois, (até) como queremos ser felizes é a grande ”meta” de cada sujeito.
Muito aquém do jardim a mais valia se embrenhou*, também, num tipo de racionalidade. Aquela mesma que Marcuse nos fala! De modo que esta, ora veja, se tornou instrumento de uma ficção: o desaparecimento da contradição!
O mundo do livre consumo é a “solução”. Em outras topografias também se usou este termo. Uma “solução” que massacra a condição dita humana na exclusão, na sua temporalidade e na sua criatividade. Consumir e embotar!
Ou algo assim!
Enquanto o maior que nós, o Estado, não for diluído todo e qualquer tipo de governo será sempre um modo de decidir a quem se faz sombra - alguns muitos são excluídos - ou para quem se faz a sombra: eis a questão!

*Questão de estilo





quinta-feira, dezembro 24, 2009

Da premissa universal do sacrifício baseada ,também, naquele mesmo leia-se golpe da cruz , decorre os discursos da “paga”. Quem detém (mais) “pagas” estabelece uma mais-valia. Ou várias. Exemplo? Os políticos ,os empresários (principalmente os da fé) e ,claro, os sofredores , que detém uma “paga” ao avesso: eles são a mais-valia deles mesmos e, portanto, a óbvia menos-valia ,literalmente, de si em si.
Os sofredores detém “um” discurso linear: de alguma maneira estão no prejuízo!! Não é questão de pobreza. É de perspectiva. Para estes a existência bem resolveu “rouba-los”. Nasce, mais ou menos daí, toda a superstição.
Determinar quem morde o rabo é só tomar partido das circunstâncias. Mas o fato é que A estrutura vigente reduz. Enfraquece. Fica a dor: a “menos valia” é o lugar da não decisão. Absoluta inexistência de liberdade. A saber:os explorados não são,necessariamente, os sofredores. As novelas explicam.
Comprovando: Tudo se paga, mesmo (e se for preciso: fundamentalmente (vóilá!!), questão de estrutura mesmo) o dito amor de mãe. Tido e havido como allfree ou everyfree ..Vc (,ainda) ,decide. Mas paga-se (o tal amor de mãe) , incluso , com a vida.
Voltando: os discursos estão minados de valor de troca. Sempre. Quem detém o discurso mantém o poder. Sim, Foucault. Desde sempre. A raiva Platônica anti poetas passa por aí: é a cizânia do discurso dito como clássico versus o arcaico.Chato é q os poetas já estavam mortos. O zig-zag histórico vai adiante. Depois, fé x razão, e pifiu! A razão moderna: auto inflada na artimanha do eu penso e murcha por cansaço de quem não deu conta de si . Obscureceu-se a i-luminatta.Todo discurso é manutenção. Bem claro: de poder! Todo poder é radiante. As luzes, off!
Mas a paga está aqui, ainda, no contemporâneo. Engraçado isto: dizem uns que estamos mudando de uma sociedade sacrificial para uma sociedade hedonista.Mais engraçado: atacam a pretensa -ou nascente- sociedade hedonista. Se defender, paga-se por isto!
Calibrando: a dita paga tem a ver com esforço: quem convencer q suou mais ,valoriza-se (Isto vai do jardineiro de sua casa até aquele FDP que quebrou o mundo. Passando pelos grupos De cientia). Suor valorizado? O calvinismo acoplou bem isto. Freud comeu pelas beiradas. Coisa de moderno. Digo: do pensamento moderno. Comer pelas beiradas! Como se existisse epicentro. E o decorrente choque dialético. Fala baixo: o defunto se agita!
Deter a paga no contemporâneo é dizer duas coisas: muda-se a roupa, mas quem abre o zíper sou eu: Aquele que detém –ou- fabrica o discurso!

segunda-feira, agosto 03, 2009

OIKÓS

MORAMOS EM PALAFITAS DE SIGNOS
QUE ÁGUAS EXISTENCIAS, EM GERAL, COBREM..
RESIDIMOS NA FRAGILIDADE DO SIMBÓLICO
- VENTO FECUNDO QUE SOPRA EM VÁRIOS SENTIDOS -
POR ISTO MESMO SEMPRE NOS ESCAPA...
MAS É TÃO SOMENTE AI ..
NESTE ROLAR SEMÂNTICO
Q PRODUZIMOS ALGUMA MIRAGEM COMO CERTEZA.

segunda-feira, abril 27, 2009

terça-feira, abril 21, 2009

AVISO


Em frente ao espelho
O reflexo preciso:
Me diga aí,
Quem não é narciso?

terça-feira, abril 14, 2009

FOTOGRAFIA

E do eterno para além do sempre
e de todos sentidos que palavras possam ter
plenamente
em infinitos adiante de infinitos,
infinitamente:

já miragem do impossível.
Possivelmente.
E nada disto terá força
nada disto será suficiente
para traduzir o brilho
que emana do teu olhar:
Luz mais linda que na vida vi!!

segunda-feira, abril 13, 2009

E ´ FEITO FARFALE

Quis o Destino assim proceder. Num atmo de segundo mudar tudo que poderia ser.Deixando para sempre um SE hipotético como já um alinhamento de outro caminho. Se isto ou aquilo será que não seria ? Seria outro encaminhar?Sim poderia sim..ser outro e dentro deste outro outro sentido seria, mas teria outro gap? vácuo inexorável? Sempre ,se pudéssemos mudar o rumo da vida , teria a cota ruim?

FARFALE,

PARLARE:



domingo, abril 12, 2009

inventário da perda ou teoria da desilusão

Gomorra - o olhar para trás - não é o castigo, mas a lição: rebuscar a Memória daquilo (e naquilo) que se foi é perder o futuro. A vida, se posta assim, é o sal que a terra não quer. O que se desmancha pode ser uma ilusão. O sentido é duplo . Quase espelho: o olhar se desmancha em sal como a ilusão dentro do tempo.
Olhar para trás é tentar reter a imagem –retina endurecida- no que já se foi: o que decorre é a farelização do algo que já não temos ou do temor que não há mais algo. O sal também é sina, talvez, signo: o branco joga duplo: cega o olhar e esteriliza. Negando o frutificar. Topos do vir a ser.
A ilusão perdida é tempo passado: inútil permanecer na memória do que não chegou a ser. E tudo que se quer é o futuro como certeza: olhar miragem para frente. Mesmo miope, uma ilusão que não se esfarele!

domingo, dezembro 14, 2008

De alguma maneira, talvez, cheguei a mediocridade. De tanto experimentar penso que formulei a receita: de um lado o pharmakon, de outro, o kistch. Aquilo que cura também pode matar: na vida a dose é tudo! Vide o oxigênio.
A receita é isto! Além do que, permanecer e incrementar aquela topografia taxio dérmica (?) ou taxio-lógica da existência, é desviceral. O kitsch tem esta (anti) força: o lugar comum, emoldurado por uma pretensa felicidade, aconchega! O mundo entorpece, incluso, pelo bem estar.
A arte da ilusão reside aí: o (sem) sexo dos anjos simula a não contradição. A miragem da unificação resulta no anular da dupla função da ironia: a primeira é rir do destino, coisa para quem sabe torear (bem) com a existência. A outra função, eu não conto! Afinal, é o fim do agonísmo! E este é o lugar dos covardes!
Mediocridade, no meu caso, é prudência! Não a graça (virtude cristã) da "contenção", mas a virtude do possível: mediação entre forças opostas! Quem já sabia disto era Heráclito, depois tio Aristóteles tomou gosto! Maquiavel tentou resgatar a Virtú! Pena que los cristianos trocaram os sentidos e a normatizaram como mediocridade! Ou mais ou menos isto. A dita se tornou cautela ou já quase medo: lugar mais que improvável da aventura humana.
Para alguns a Hybris é desmesura, para outros a mais completa embriaguês. Quando não o próprio êxtase. O mundo moderno é isto: trocou o “transbordamento” extasiático pela mensuração. A modernidade fabricou o exílio do Eros.
Pensar a prudência, de qualquer forma, é buscar aquilo que não temos: a certeza. Mesmo que esta e, talvez, por isto mesmo, implique em ponderação. Se explicar é preciso vai a dica: o ethos, entre outros sentidos, é o caminho que escolhemos! A decisão não mora ao lado. A decisão é a moradia. Decidir é nos construir. Surfar na incerteza é certo a única concretude!
Tentando pensar tudo isto muito bem cheguei a conclusão da superfície: na fina camada entre a estratosfera divina e as profundezas de Hades é que reside a visibilidade do real. O resto é hipótese ou suposição. E não custa alertar o caro leitor de que quem abraça uma, rejeita a outra.
Enquanto isto meu espírito cínico uiva, talvez, dopado de modernidade...

sábado, novembro 29, 2008

domingo, novembro 09, 2008

domingo, setembro 07, 2008

GRAMMATA

E a noite, luz do indito,

prenhe de silêncios que ainda serão. Tal sonhos e os porquês que nos assombram.

Sempre.

E a noite?!

A miragem do eterno. Vontade incandescente que se desmancha em finitude. Para calar a fraude do viver!

Ilusão fecunda.

Ah!

Deixar-se. Como querer abandonar?

E tudo que escorre. Flui.

Até.

Encontro do nada com a delícia do não.

O limite.

Idéia que vaga na medonha fragilidade deste enorme não.

A morte.

Sempre.

Como o vento e a areia caligrafando o mundo: consistência efêmera dos segundos. E o abraço perene que não virá. Como queríamos. O desejo terno do eterno retorno.

Falso lastro, miragem-garantia.

Significar o aí:

Deixar rastro.

Como nos cai bem a eternidade!

E o mar, espelho tingido de céu, desenhado em manchas.

Como que só estas soubessem o sentido.

Deusas.

E tudo que perdura, troca, infinitiza.

Por entre sutilezas dos signos que se acariciam.

Permutando sensos, engenhando sonhos.

E tão somente ali nos é dado a viver:

Na sina de Hermes.

Mentira do desocultar.

Como que de sempre em sempre haveria profundidade.

(Nome aos bois: tal vacuum, o ontos!)

E a memória insana de querer petrificar.

Adular o tempo com o perpétuo: quando o eterno é ausência daquilo que nos foge!

E, talvez, só na beira do abismo haveremos de compreender que não há mistério, senão superfície:

O outro nome de um jogo de espelhos.

Cabedelo /09/08

quinta-feira, agosto 07, 2008

sábado, julho 12, 2008


de um tempo outro...

num copinho de cana..

quarta-feira, junho 04, 2008

domingo, maio 25, 2008

sexta-feira, maio 09, 2008